Dia 14: Tarbes

Hoje, é Domingo e portanto dia de descanso. Ficar por Tarbes ou dar um saltinho a Lourdes? É esta a grande decisão do dia.y

Se for a Lourdes ainda são 10 km a subir.

Se esperarem um pouquito, já vos conto o que decidi.

Entre Lourdes e Tarbes, optei por Tarbes. Isto porque aparenta ser mais sossegado que uma zona de turismo religioso. A segunda razão: já estive em Lourdes anteriormente.
Tarbes parece deserto. É domingo e pouca gente vejo nas ruas. Lojas abertas, quase nenhumas. O posto de turismo encontra-se fechado.
Pedalo um pouco, intuitivamente, sem olhar para o gps. Entro num parque que parece ser o maior da cidade. Vejo esquilos junto às árvores. Pensei que não houvesse esquilos em França. Até pareço o Bruno quando viu vacas castanhas.
No centro do parque encontra-se o museu Massey, dedicado aos Hussardos (espero estar a traduzir correctamente). Pergunto o preço da entrada. Muito caro para o meu orçamento que constantemente está em derrapagem. Pergunto se existe algo mais para ver na região. A senhora recomenda uns museus mais baratos, mas que hoje não estão abertos. Digo que estou a viajar de bicicleta e que amanhã já não estou cá. De seguida a senhora olha para mim e diz em francês: “Tu vais ver o museu!” e em seguida dá-me o bilhete de entrada ao preço de estudante, ou seja, gratuito.
O museu relata a história dos hussardos, um corpo militar de cavalaria ligeira com origens na hungria. Um pouco por toda a europa, os hussardos ganharam posição nos exércitos de várias nações. Os destemidos hussardos, com trajes elaborados e diversos, avançavam em cargas de cavalaria munidos de espadas curvas e mosquetes. Desde o século XVII que os seus trajes e armas evoluiram, numa progressiva modernização em busca de mais pragmatismo.
O museu exibe uma colecção com mais de 17000 objectos, entre eles vários uniformes completos, armas brancas e armas de fogo, bem como alguns objectos do seu quotidiano e pinturas relativas a este tipo de força militar. “Um hussardo que aos 30 anos não estiver morto, não vale nada”, é uma citação presente no museu que demonstra a ferocidade e a busca de glória pelo combate destes homens.
Uma das espadas em exibição era aproximadamente da minha altura. Não me pareceu uma arma muito prática. As restantes espadas, de menor dimensão, eram na sua maioria de lâmina curva e tinham uma inscrição junto à base da lâmina.
Os uniformes exibiam elaborados padrões bordados, ricos botões e floreados dourados, para além de inúmeros acessórios como capas de ombro ou uma faixa de tecido que se atava ao pulso e à espada para que esta não caísse durante as batalhas.
Recomendo.

Também tive oportunidade de visitar a casa de infância do Maréchal Foch. Foch, tendo estudado estratégia militar, veio a ocupar o comando unificado das forças aliadas na primeira guerra mundial. Foi ele quem tomou a iniciativa do grande contra-ataque que reconquistou as terras ocupadas e levou à rendição alemã. Reconhecido como heróis, Foch, recebeu várias condecorações e ofertas por parte dos aliados. Entre estas ofertas encontra-se uma peça de bronze oferecida por Portugal.
Na casa do Maréchal Foch, a visita foi guiada e totalmente em Francês. Apesar de ser um nabo, penso que percebi a maioria da informação que me foi dada.
Os restantes museus estavam fechados, por isso voltei ao parque para descansar pois amanhã vai ser um dia complicado.

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