Dia 10: Tordesillas – Itxaspe

Mais um dia de batota a apanhar boleia de comboio.  Oportunidade para comparar os serviços em Portugal e Espanha.

A primeira parte do percurso leva-me a Valladolid, onde vou apanhar o comboio regional para Vitoria-Gasteiz.

Daí é descer rumo ao extremo norte de Espanha. Altura de acampar em Itxaspe.

 

O Percurso em duas Partes:
GPSies - 10.A. CICLO EUROPA: Tordesilhas - Valladolid A

GPSies - 10.B. CICLO EUROPA: Vitoria-Gasteiz - Itxaspe B

Como Correu:
O dia começou mal pois dormi mal. Foi um vendaval a passar pelo rio por trás do parque que não me deixou dormir. Os primeiros 30 km até custaram um pouco.
Lá cheguei à estação e comprei o bilhete. Achei caro, mas a distância que vou percorrer até é considerável.
Ao que parece, os comboios regionais podem levar até 3 bicicletas. Vão é no local reservado à malta da cadeira de rodas. E é necessário, quando se compra o bilhete, mencionar a bicicleta para passarem um bilhete de controlo. No comboio ainda pude desenferrujar o meu inglês e aprender umas coisitas de espanhol. Ainda me cruzei com 2 cicloturistas no comboio. Pena que não falassem nem espanhol nem inglês. Entretanto o tempo por estes lados estava nublado.
Depois quando o comboio parou, foi a descida. Vitoria tem uma ciclovia que percorri, a descer levemente. Parecia que ia ser canja. Mas, do nada, obras! Tanta confusão que fui parar à entrada de um estaleiro. O segurança veio logo ter comigo. Lá lhe expliquei no meu pior espanhol que pretendia seguir a via verde (parte da ciclovia, reconvertida após o abandono de uma via férrea). Lá me indicou o caminho. Mais à frente, obras na via verde. Optei por ir pela estrada convencional.
Entretanto começa a chover um pouco. Ainda bem que tenho um pequeno impermeável vermelho.
Lá continuei a descida por zonas rurais, rodeado de arvoredo. Fui descendo e encontrei o rio Deba. Depois veio o pior: piso molhado e inúmeras povoações e zonas industriais. O percurso escolhido pelo computador levou-me para a esquerda e para a direita do rio, serpenteando por pontes, túneis, pedaços de ciclovia, zonas urbanas e industriais. Um autêntico pesadelo de navegação. E a parte que percorri em ciclovias, apesar de protegido dos automóveis, tinha o problema dos inúmeros pedestres, cães e afins. Julgo que esta gente, na sua maioria idosos, possa competir com o Nelson Évora. É subirem e descerem a ciclovia todos os dias, é sentarem-se em bancos no meio do nada e voltarem a subir e a descer. Devem ter pernas de aço.
Maior parte dos ciclistas que encontrei iam a subir.
Quando finalmente cheguei ao nível do mar, junto a uma pequena praia veio a parte chata. Faltava 1,5 km e eram a subir. Já degastado da descida, continuei. Depois descobri que os atalhos que tinha adicionado ao percurso, por trilhos pedestres, não passavam de um estreito caminho por entre mato e silvas. Tive que abandonar o trajecto programado e arranjar uma alternativa. Após uns minutos a olhar para o mapa, seleccionei duas estradas para percorrer. Resultado: cerca de mais 6 km.
Exausto, lá cheguei ao destino. Montei a tenda, tomei banho, comi e fui dormir. Como era o parque? Havia algo de interessante nos arredores? Não sei, só quis descansar.

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